Catálogo Comemorativo

Príncipe Regente D. João - Rei D. João VI 

Apresentação

A chegada da família Real à Bahia em 1808, transpondo o Oceano Atlântico para preservar o Trono Português ameaçado pelas tropas de Napoleão, é o marco inicial e definitivo do importante período monárquico brasileiro.
As profundas transformações por que passaram a cidade e o povo do Rio de Janeiro sediando a Corte, as importantes medidas administrativas implantadas por D.João, - ainda como Príncipe Regente, - provocaram o progresso da incipiente cidade, transformado-a em uma metrópole. A evolução do pensamento político das elites acompanhando as modificações culturais, políticas e econômicas do país, olíticas e econômicas do país, levou à Independência do Brasil menos de 15 anos após àquela data.
E as ações do Príncipe D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança foram fundamentais nesse processo.
Creditamos ao Príncipe D.João, posteriormente ao Rei D. João VI, importante papel na preparação da Independência do Brasil.
Nesta exposição & venda estarão expostos documentos oficiais, Alvarás Régios, Cartas de Lei, Decretos, Editais e outros registrando nossa assertiva.
Provavelmente, esta é a maior coleção fora das entidades oficiais e, certamente, o estado físico de todos os documentos apresentados é melhor do que o estado físico da maioria dos semelhantes existentes nas bibliotecas públicas do Brasil, lamentavelmente!
Estarão nesta exposição & venda dois manuscritos, ambos de procedência da então Família Real, posteriormente Família Imperial brasileira. O primeiro é o  “Livro de Registros da Real Família na Parochia do Real Paço desta Corte”  (Rio de Janeiro). Pelo enunciado do título, desnecessário é chamar atenção para a preciosidade e importância histórico-documental desta peça única.
O segundo, “Colleção de várias obras poéticas copiadas por ordem da Sereníssima Princeza Da. Maria Thereza”, manuscrito de autoria do baiano Fr. Francisco de Paula de Sancta Gertrudes Magna, sem dúvida é peça notável (ainda que suas poesias não sejam tanto) que acreditamos seja objeto de desejo por parte dos colecionadores, sejam de literatura brasileira ou da memorabilia monárquica brasileira.
Ambos os manuscritos estão encadernados em veludo de seda com as armas de D. João na capa e, de acordo com a ilustre procedência, pertenceram a sua biblioteca privada.
Agradecendo a todos que nos honram com sua visita, seja no Jockey Club Brasileiro ou em nosso site http://sebofino.com.br, desejamos que a mostra lhes seja agradável e encontrem ali alguma peça de sua especial predileção.

Ana Maria Bocayuva de Miranda Jordão
Pedro Antonio Pinto de Mesquita

 

Catálogo Comemorativo

Príncipe Regente D. João - Rei D. João VI 

 

Administração das Províncias do Brasil

 

A transferência da Corte para o Brasil, quando da invasão de Portugal pelas tropas francesas, deu origem a uma nova e poderosa estrutura administrativa no país. Esta estrutura, implantada por D. João e seus competentes Ministros, tornou possível conservar a unidade territorial nacional na Independência do Brasil proclamada menos de quinze anos após a chegada do Príncipe e da Família Real.

 

  1. 1808-1811. Código Brasiliense ou colleção das leis, alvarás, decretos, cartas regias, &etc promulgadas no BRASIL desde a feliz chegada do Principe Regente N.S. a estes estados. Com hum indice chronológico. Tomo I. Desde 1808 até o final de 1810. Rio de Janeiro, Impressão Régia. Por Ordem de S.A.R. 1811. 11pp + 373fls.n/n., 29X20,5cm. com 1 estampa dobrada e 1 gravura tirada em cobre, colorida, com reproduções de condecorações e medalhas. Excelente encadernação moderna de luxo, em couro “Oasis”, seixas douradas, assinada pela artista “Cora”, em excelente estado. . O 1º volume da coleção contem os primeiros atos assinados pelo Regente desde sua chegada na Bahia, a 22 de Janeiro de 1808, até o final de 1810. São os primeiros documentos impressos oficialmente no Brasil, representando os primeiros atos da vida política interna e externa, econômica e cultural, do setor de saúde, da Justiça e dos privilégios concedidas em território nacional. O Código Brasiliense é essencialmente a coleção das leis coloniais; o último volume apresenta aquelas promulgadas até 1820. Curiosamente, após a Independência, esse Código passou a ser a base legal do novo país, reconhecido juridicamente, até hoje, como nosso primeiro Código. A raridade dessa coleção completa é inconteste. Os principais bibliógrafos citam menos de 10 conhecidas, a maioria em coleções estrangeiras: nas bibliotecas de Harvard, do British Museum, da J. Carter’s Brown Library e na Library of Congress, para citar algumas. Há notícias não confirmadas que na New York Public Library encontrar-se-iam 2 volumes, sendo um deles editado em 1811. No Brasil existem oficialmente duas coleções completas; uma na Biblioteca Nacional e outra no Arquivo Nacional, apenas. A coleção J. Mindlin, que agrega a coleção Rubem Borba de Moraes, e é a maior brasiliana particular do nosso país, possui dois exemplares desse 1º volume, ambos incompletos. Alguns desses documentos são encontrados à venda, avulsos. Aparecem regularmente nos catálogos das principais livrarias e casas de leilões da Europa e Estados Unidos e Brasil. Há referência de preços de venda a partir do célebre leilão da Casa Maggs, Londres, em 1930. Tal é a importância desse Código que, em 2001, a John Carter Brown Library, possuidora da maior Brasiliana dos Estados Unidos iniciou a compilação online deste Volume sob a direção da brasileira Valéria Gauz, bibliotecária de livros raros daquela Universidade. (http://www.brown.edu/Facilities/John_Carter_Brown_Library/CB/)

O 1ºvolume inicia com a Carta Regia ao Conde da Ponte, em 28 de Janeiro de 1808, de amplas conseqüências político-econômicas para o Brasil. Esta “Carta” conhecida como “Abertura dos Portos às Nações Amigas”, favorecia diretamente a Inglaterra, único país que não se encontrava sob o jugo Napoleônico e que como antigo e fiel aliado de Portugal, protegeu a transferência da Corte para o Brasil, quando da invasão de Portugal pelas tropas francesas. O primeiro volume do Código Brasiliense, de acordo com o Índice Chronologico, datado de 1811, cobre os anos de 1808, 1809, até o final de 1810.

2. 1808. Alvará porque Vossa Alteza Real há por bem crear um Juiz de Fora do Cível Crime e Órfãos para as Villas de Santo Antonio de Sá e Magé. Impressão Régia do Rio de Janeiro. 30 de Junho de 1808.1p.c/ registro, 29X20cm. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, texto com algumas manchas.

3. 1808. Alvará de Creação de hum Juiz de Fora do Cível, Crime, e Órfãos na Villa de Goiana, na Capitania de Pernambuco. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 3 de Agosto de 1808, c/ registro. 3p. n/n, 29x20cm. RARO como todas as primeiras publicações da Impressão Régia do Rio de Janeiro A Villa e Termo de Goiana era até então, submetida ao Juízo da Villa de Itamaracá. O povo de Goiana foi dos primeiros a apoiar a proclamação da Independência do Brasil. Boa encadernação lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

4. 1809. Alvará, por que Vossa Alteza Real Há por bem Extinguir o Lugar de Intendente do Ouro de Goiás, e Crear o de Juiz de Fora do Cível, Crime, e Órfãos de Villa Boa de Goiás. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 18 de Março de 1809. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

5. 1809. Alvará, por que Vossa Alteza Real Há por bem Crear a nova Comarca de São João das Duas Barras, desanexando-a da de Goiaz, e Ordenar que o Ouvidor della vença o mesmo Ordenado, e exercite a mesma Jurisdicção, que o Ouvidor de Villa Boa. Impressão Régia do Rio de Janeiro. 23 de Março de 1809. 2p. Boa encadernação lombada em couro levemente usada, texto com manchas nas margens.

6. 1810. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem Crear Hum Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para a Villa do Rio das Contas na Comarca da Bahia. Impressão Régia do Rio de Janeiro. 16 de Janeiro de 1810. 1p. Boa encadernação lombada em couro algo gasta, texto apresentando “spots of foxing”.

7. 1810. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem Crear Hum Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para as Villas de Santo Amaro da Purificação e de São Francisco da Comarca da Bahia. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 16 de Janeiro de 1810, 1p. Boa encadernação em muito bom estado assim como o texto.

8. 1810. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem Crear Hum Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para as Villas de Jaguaripe, Maragugipe da Comarca da Bahia. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 16 de Janeiro de 1810. Boa encadernação lombada em couro gasta, manchas na pasta, texto em muito bom estado.

9. 1810. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real há por bem crear a nova Comarca do Sertão de Pernambuco, desanexando da antiga algumas Villas e Julgados; e erigir em Villas as Povoações do Pilão Arcado, Flores da Ribeira do Pajahu... Impressão Régia, Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 1810. 2p, Boa encadernação com sinais de uso, texto com algumas manchas.

10. 1810. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real há por bem unir os Lugares de Ouvidor da Comarca dos Ilhéus e o de Juiz Conservador das Mattas da mesma Comarca. Impressão Régia Rio de Janeiro, 21 de Março de 1810. 2p. Boa encadernação com sinais de uso na lombada, texto em bom estado. Uma das medidas de cunho administrativo ,econômico e ecológico decretadas por D. João ainda Regente.

11. 1810. Alvará com força de Lei creando um Juiz de Fora para a Villa de Bom Sucesso de Minas Novas de Arassuahi na Capitania de Minas Geraes...  Impressão Régia do Rio de Janeiro 21 de março ,1810  Boa encadernação com sinais de uso na lombada,  texto em bom estado.

 

12. 1810. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem Crear Hum Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para a cidade de São Paulo e seu termo. Rio de Janeiro. 13 de Maio de 1810. 1p., c/ registro, Lisboa, Off. de J.F.M. de Campos. Boa encadernação , lombada em couro, em muito bom estado  assim como o texto.

13. 1810. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem Crear hum Juiz de Fora do Cível, Crime, e Órfãos para a Villa da Fortaleza, e seu Termo, na Comarca do Ciará, para servir também de Auditor da Gente de Guerra, Juiz da Alfândega. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 24 de Junho de 1810, 30x20cm. Boa encadernação lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

14.1811.Alvará de Creação da Villa de S. João do Príncipe no antigo Arrayal de S. João Marcos desmembrando-a do Termo da Villa de Rezende , creando as Justiças necessárias ...Lisboa ,Off. de J.F.M. Campos 15 de Março de 1811. Boa encadernação lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

15. 1811. Alvará de Creação da Villa de Marajó na Ilha de Joannes na Capitania do Pará e nomeando Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para ella. Impressão Régia do Rio de Janeiro 08 de Maio de 1811. Boa encadernação em bom estado assim como o texto.

16. 1811. Alvará com força de lei pelo qual V.A.R. há pór bem crear um Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para as Villas de São João da Parnaíba e Campo Maior na Comarca do Pauhi, Vencendo os Ordenados, Propinas e Emolumentos que vence o Juiz de Fora da cidade de Mariana. Impressão Régia do Rio de Janeiro 13 de Maio de 1811. Boa encadernação lombada em couro gasta , texto com manchas de acidez.

17. 1811. Alvará de Creação de Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para a Villa do Desterro na Ilha de Santa Catharina. Rio de Janeiro, 2 de julho de 1811. Lisboa, Off J.F.M. de Campos. Com Registro. Boa encadernação lombada em couro com sinais de uso, texto em muito bom estado.

18. 1811. Alvará por que V.A.R. há por bem crear em Villas as povoações do Cabo de Santo Agostinho, de Santo Antão do Pau de Alho e do Limoeiro da Comarca de Pernambuco, creando também os Officios respectivos nas mesmas Villas. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 2p. 19 de Agosto de 1811. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

19. 1811. Alvará por que V.A.R. há por bem crear em Villa o Arraial de Aldeias Altas da Commarca do Maranhão, com a denominação de Vila de Caxias das Aldeias Altas, e um lugar de Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos para a mesma Villa. Lisboa, Off. J.F.M. de Campos. Rio de Janeiro 31 de Outubro de 1811. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

20. 1811. Alvará por que V.A .R. há por bem crear a nova Comarca de Itu na Capitania de São Paulo e do lugar de Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 02 de Dezembro de 1811. Boa encadernação, lombada em couro em bom estado , texto em muito bom estado.

21. 1811. Alvará de Creação de Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos nas Villas de São João Del Rei, Sabará, Villa Rica, e Villa do Príncipe na Capitania das Minas Gerais e da extinção dos intendentes do Ouro que existiam nas três primeiras. 2p. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 10 de Dezembro de 1811. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

22. 1813. Edital para cohibir o abuzo dos cortes da madeira denominada Páo Brazil pertencente ao patrimônio da Coroa. São vedados os cortes desta madeira quando não autorizados pelos Magistrados. Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 1813. Lisboa, na Off de J.F.M. de Campos. O pau brasil, juntamente com o açúcar e o tabaco, era um dos principais produtos de exportação de origem agrícola. 1p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado assim como o texto. Outra medida de cunho ecológico e econômico tomada por D.João ainda como Príncipe Regente.

23. 1813. Alvará determinando que a Villa de Porto Alegre fique sendo a Cabeça da Comarca de São Pedro do Rio Grande e Santa Catharina, ficando a mesma comarca que anteriormente se chamava Santa Catharina com essa nova denominação. 4 de Fevereiro de 1813, Rio de Janeiro. Impressão Régia. Boa encadernação, lombada em couro gasta, texto em muito bom estado.

24. 1813. Alvará erigindo em Villa o lugar de Macahé com o nome de São João de Macahé, desmembrando-a da Villa de Campos e da Cidade de Cabo Frio, creando as justiças necessárias; concedendo-lhe para seu patrimônio uma sesmaria de uma légua de terra em quadra... Lisboa, na Off. J.F.M. de Campos, 29 de Julho de 1813. 1p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

25. 1813. Alvará, Creando o Lugar de Juiz de Fora de Villa Bella na Capitania de Matto Grosso, e augmentando o ordenado do Ouvidor de Matto Grosso e “com posse e beca” na relação da Bahia. Lisboa, na Off. J.F.M. de Campos, 25 de Agosto de 1813. 1p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

26. 1813. Alvará de Creação de um Juiz de Fora do Cível da Cidade de N.S. das Neves da Parayba do Norte. Impressão Régia, Rio de Janeiro, 4 de Setembro de 1813. 2p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

27. 1813. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real há por bem crear em Villa Bella na Capitania de Matto Grosso uma junta composta do Governador e Capitão General, do Ouvidor da Comarca e do Juiz de Fora... Lisboa, Off J.F.M. de Campos, 17 de Setembro de 1813. Boa encadernação, lombada de couro usada, texto em muito bom estado.

28. 1814. Alvará por que Vossa Alteza Real há por bem crear uma Villa na Capitania de Goiás com a denominação de Villa de São João da Palma, a qual será a Cabeça da Comarca de São João das Duas Barras; concedendo a qualquer pessoa que na mesma Villa edificar casa para sua habitação, ou estabelecer roça ou fazenda dentro do Termo que lhe for designado, a isenção de pagar décima e dízimos por tempo de dez anos; cuja graça ficará também gozando pelo mesmo tempo a Villa de São João das Duas Barras. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 15 de Março de 1814. Importante medida visando a fixação da população naquela então remota região do Brasil. Boa encadernação , lombada em couro , em bom estado assim como o texto.

29. 1814. (outro exemplar) Alvará por que Vossa Alteza Real há por bem crear uma Villa na Capitania de Goiás com a denominação de Villa de São João da Palma, a qual será a Cabeça da Comarca de São João das Duas Barras; concedendo a qualquer pessoa que na mesma Villa edificar casa para sua habitação, ou estabelecer roça ou fazenda dentro do Termo que lhe for designado, a isenção de pagar décima e dízimos por tempo de dez anos; cuja graça ficará também gozando pelo mesmo tempo a Villa de São João das Duas Barras. Lisboa, Off. J.F.M. Campos, 15 de Março de 1814. Importante medida visando a fixação da população naquela então remota região do Brasil. Boa encadernação lombada em couro em bom estado, assim como o texto.

30. 1814. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real há por bem erigir em Villa o Arraial das Novas Minas do Cantagallo com a denominação de Villa de São Pedro do Cantagallo, creando os respectivos Officios... Rio de Janeiro, 21 de março de 1814. Lisboa, Off. de J.F.M. de Campos. 1p. Boa encadernação lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

31. 1814. Alvará, por que Vossa Alteza há por bem determinar os limites do Termo, que deve ficar tendo a Villa da Campanha da Princeza: Crear em Villas o Arraial de Baependy com a denominação de Villa de Santa Maria de Baependy, e o Arraial de Jacuhy com a denominação de Villa de São Carlos de Jacuhy, determinando também o território que fica por agora pertencendo ao Termo da Villa de São João del Rey... Rio de Janeiro, Impressão Régia, 20 de Maio de 1814. 2p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, texto com algumas manchas e pequenas faltas nas margens, sem afetar a leitura.

32. 1814.(outro exemplar) Alvará, por que Vossa Alteza há por bem determinar os limites do Termo, que deve ficar tendo a Villa da Campanha da Princeza: Crear em Villas o Arraial de Baependy com a denominação de Villa de Santa Maria de Baependy, e o Arraial de Jacuhy com a denominação de Villa de São Carlos de Jacuhy, determinando também o território que fica por agora pertencendo ao Termo da Villa de São João del Rey... Lisboa, Off. J.F.M. Campos 20 de Maio de 1814. 2p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, texto com algumas manchas e pequenas faltas nas margens, sem afetar a leitura.

33. 1814. Alvará por que Vossa Alteza Real he servido erigir em Villa a povoação de Marica, com o nome de Villa de Santa Maria de Marica; desmembrando-a do Termo da Cidade do Rio de Janeiro, da Cidade de Cabo Frio, e da Villa de Santo Antonio de Sá; creando as justiças e oficiais necessários e concedendo-lhe para seu Patrimônio huma sesmaria d’huma légua de terra em quadra. 26 de Maio de 1814. Impressão Régia, Rio de Janeiro. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, leves manchas nas margens do texto sem prejudicar a leitura.

34. 1815. Alvará por que Vossa Alteza Real há por bem Crear em Villa o Lugar de Itapemerim na Comarca da Capitania do Espírito Santo, com a Denominação de Villa de Itapemerim: que pertencia até agora à Villa de Guaraparim. Creando igualmente as Justiças e Officios respectivos à mesma Villa. A título de Patrimônio se lhe destinará um terreno de até meia légua em quadro para extensão dos seus edifícios, rocios e logradouro de seus moradores, Lisboa, Off. de J.F.M. de Campos, 2 pp. 27 de Junho de 1815. Boa encadernação, lombada em couro e texto em muito bom estado.

35. 1815. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real é servido criar uma nova Comarca na Villa de Paracatu; extinguindo o lugar de Juiz de Fora que ali havia, desmembrando-se da Comarca do Sabará... ficando os limites da nova Comarca pelo Rio de São Francisco, e Rio Abayté do Sul, até a extrema da Capitania. Impressão Régia do Rio de Janeiro , 17 de Junho de 1815. 2p. Boa encadernação, lombada em couro gasta, texto em bom estado.

36. 1815. Alvará por que Vossa Alteza Real é servido crear em Villa a Povoação do Brejo da Areia na Comarca da Parahiba do Norte, com a denominação de Villa Real do Brejo da Areia. Creando também a Câmara, Tabelliães e mais Officiais. Impressão Régia, 17 de junho 1815. 1p. Boa encadernação lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

37. 1815. Alvará com força de Lei, creando uma nova Comarca, e Ouvidoria Geral, na Cidade de Olinda; desmembrando os termos de Olinda, Iguaraçu, Pau do Alho, e Limoeiro, da Comarca de Pernambuco; e o Termo de Goiana da Comarca da Parahiba para território da nova Comarca. Creando os Ofícios competentes, isto é, Juiz de Fora de Pernambuco na Villa e Termo de Recife. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 20 de Junho de 1815. 2p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.Importante medida para a Província de Pernambuco.

38. 1815. Decreto, havendo sido extinctos os lugares de Intendentes do Ouro da Capitania de Minas Geraes pelo Alvará de 6 de dezembro de 1811 hei por bem que o mesmo se pratique (isto é, seja extinto) na Comarca do Serro do Frio, servindo o Juiz de Fora da Villa do Príncipe o Lugar de Intendente. Rio de Janeiro, 12 de Julho de 1815. 1p. Decreto encimado com o belo brasão das Armas de Portugal. Lisboa, J.F.M. de Campos. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto.

39. 1815. Alvará, creando um lugar de Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos na Villa de Pitanguy na Comarca do Sabará...; e dito Juiz vencendo Ordenado e Emolumentos, que vence o Juiz de Fora da Campanha da Princesa. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 29 de Julho de 1815. 1p. Boa encadernação, lombada em couro em bom estado , texto em muito bom estado.

40. 1816. Alvará creando na Villa do rio Grande da Capitania de S.Pedro o lugar de Juiz de Fora do Cível, Crime e Orfãos com o mesmo ordenado e benefícios que vence o Juiz da Villa de Porto Alegre , cabeça da Comarca. Lisboa, Off. de J.F.M. de Campos, 15 de Maio de 1816.1 p. Boa encadernação, lombada em couro em muito bom estado assim como o texto.

41. 1816. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Majestade há por bem extinguindo o lugar de Juiz de Fora da Ilha de Marajó, Capitania do Pará, crear uma nova Comarca na mesma Ilha com a denominação de Comarca da Ilha de Joannes e Marajó, desmembrando-a da Comarca do Pará, creando os respectivos Officios. Assinado REY. Impressão Régia, Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 1816. Este alvará editado após o decreto de elevação do Brasil a Reino Unido com Portugal e Algarves, já trás impressa a chancela de D. João como “Rei”. 2p. Boa encadernação, lombada em couro usada, texto com algumas restaurações nas margens internas.

 

Diplomacia

42. 1809. Edital. Manifesto, ou Exposição Fundada e Justificativa do procedimento da Corte de Portugal a respeito da França desde o principio da Revolução até a época da Invasão de Portugal... Lisboa, Impressão Régia, 12 de maio de 1809, 29x19cm, 10p. Texto em excelente estado de conservação assim como a encadernação, inteira em pele. Portada com as armas de Portugal. Esta é a edição feita em Portugal um ano após a Declaração de Guerra aos Franceses, feita pelo Príncipe D. João em 1º de Maio de 1808, tão logo desembarcou no Brasil.

43. 1810. Tratado de Amizade, Commercio, e Navegação entre sua Alteza o Príncipe de Portugal, e sua Magestade Britanica Assignado no Rio de Janeiro em 19 de Fevereiro de 1810. Impresso em Londres por Authoridade. Lisboa, Impressão Régia, 1810, por ordem superior 41p. +1p. n/n com a “Ordem” do Príncipe Regente para que se ponha em execução imediata o presente tratado em 13 de Agosto do mesmo ano. Texto bilíngüe português-ingles. 20x14cm. Boa encadernação moderna, lombada e cantos em couro em excelente estado assim como o texto. Não citado em J.C.Oliveira “Actos Diplomáticos do Brasil”. Citado por B. de Moraes vol. II p.866. “Scarce”.

44. 1811. Tratado de Commercio e Navegação entre os Muito Altos e Muito Poderosos Senhores O Príncipe Regente de Portugal, e El-Rei do Reino Unido da Grande Bretanha e Irlanda... Lisboa, Na Impressão Régia, 1811, c/ licença. 33p. Texto bilíngüe português-inglês. .pp. Excelente encadernação em pleno couro, com Armas de Portugal a ouro, texto em excelente estado. Este Tratado, praticamente, entregava à Inglaterra o controle da economia do Brasil, inclusive com artigos secretos, quanto aos limites territoriais com a França, ao Norte, em Caiena. Não citado por B. de Moraes que só cita o impresso “por authoridade“ na Inglaterra. J.M.C. de Oliveira, “Actos Diplomáticos do Brasil” p. 62. Vendido

45. 1813. Manuscrito. Regulamentação do Tratado Comercial com a Inglaterra de 1810. Manuscrito bilíngüe, português/francês, dito cópia de Chancelaria, dos 4 artigos do adendo ao Tratado de Comercio e Navegação, assinado em Londres pelos “Comissários” Ingleses e Portugueses. 8 pp. Pela Grã Bretanha assina Lord Strangford, por Portugal o Conde de Galveas. Exemplar com excelente encadernação moderna inteira em pele com as armas de Portugal na capa. Texto manuscrito com caligrafia clara e legível em muito bom estado assim como o papel , claro e encorpado.

 

Documentos-Chave para a História do Brasil

46. 1808. Criação do Supremo Conselho Militar. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1º de Abril de 1808. 7pp, 29x19 cm. É o antecessor do atual Superior Tribunal Militar. Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele, em excelente estado, texto em muito bom estado. Manchas nas margens, não impedindo a compreensão do texto.

47. 1808. Criação do Tribunal do Desembargo do Paço. Impressão Régia, Rio de Janeiro, 26 de Abril de 1808. 5pp, 29x19cm. Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele em muito bom estado, assim como o texto. Outro documento-chave sob o governo do Príncipe Regente. É a criação do principal Tribunal de primeira instância no Brasil.

48. 1808. Criação da Casa de Suplicação do Rio de Janeiro. “Para que a Administração da Justiça não tenha embaraços,...” 4pp. Rio de Janeiro, 10 de Maio de 1808. Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele, em muito bom estado, assim como o texto. A Casa de Suplicação era o mais alto tribunal do reino, e equivalente hoje ao Supremo Tribunal Federal. O Correio Braziliense transcreve este documento e comenta: “Isto era uma medida de clara necessidade.”

49. 1808. Alvará Régio creando hum Erário, e um Conselho de Fazenda para a administração, arrecadação, distribuição, contabilidade, e assentamento do seu real patrimônio, e fundos públicos do Estado do Rio de Janeiro, e domínios ultramarinos. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 5 de Julho 1808, 29 páginas, 30x20cm, Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele em excelente estado, texto com algumas manchas nas margens. O Erário Régio, indispensável a autonomia administrativa e financeira do Brasil, deu origem ao atual Ministério da Fazenda. Vendido

50. 1808. Alvará de Criação do Tribunal da Junta do Commercio. Alvará com força de lei pelo qual Vossa Alteza Real há por bem crear no Brazil o Tribunal da Real Junta do Commercio, Agricultura, Fábricas e Navegação... Impressão Régia do Rio de Janeiro, 30 de Agosto 1808, com a chancela de D. Fernando José de Portugal. 4pp, 29x19,5cm. Encadernação portuguesa inteira em pele, em muito bom estado, assim como o texto. Outro documento de importância vital para o desenvolvimento da economia e comercio do Brasil.

51. 1808. Alvará de criação e Estatutos do Banco do Brasil. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 14 de outubro de 1808. Os estatutos para o referido Banco, curiosamente, estão datados de 8 de Outubro de 1808. 8pp, 32x21cm. Exemplar em excelente estado, encadernação ainda de Ernesto Berger. Texto excelente, com amplas margens “uncut”. A criação do Banco do Brasil, medida inovadora para a época, permitia o depósito de dinheiro de estrangeiros aqui residentes; serviu para controlar e agilizar os pagamentos dos funcionários que aqui aportaram em grande número, trabalharam e fixaram moradia lançando as bases da formação da elite administrativa do país. (Funcionários Públicos) Os estatutos estabelecidos para o referido Banco, curiosamente, estão datados de 8 de outubro data anterior á criação do mesmo. Este primeiro Banco do Brasil foi à falência pela 1ª. vez posteriormente, por conta do esvaziamento de seus cofres quando da volta do Rei D.João VI e parte da família Real para Portugal.

52. 1809. Alvará de Incentivo à Indústria Nacional. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real he servido isentar de Direitos as matérias primeiras, que servirem de baze a quaesquer manufacturas nacionaes e conferir como dom gratuito a quantia de sessenta mil cruzados ás Fabricas, que mais necessitarem destes socorros, ordenando outras providencias a favor dos fabricantes, e da navegação nacional, na forma acima exposta. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 3 de Maio de 1809. 4pp. Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele, em muito bom estado; Texto com algumas manchas. É o início da política de incentivos fiscais no Brasil.

53. 1810. Alvará de Incentivos à Indústria Têxtil. Alvará com força de Lei pelo qual Vossa Alteza Real he servido ampliar o Alvará de 28 de abril de 1809, isentando de Direitos de Entrada e Sahida em todas as Alfândegas deste Estado o Fio de Algodão e todos os Tecidos e Estamparias delle e de Seda ou Lã que se fabricarem nesta Corte e Capitanias deste Estado, e permitindo o estabelecimento de Fabricas nas Capitanias. Na Impressão Régia do Rio de Janeiro, 8 de outubro de 1810. 4pp. Muito boa encadernação, lombada em couro em excelente estado, assim como o texto. Primeiros incentivos concedidos a uma indústria no Brasil, no caso a indústria têxtil.

54. 1811. Alvará com força de Lei pelo qual há Vossa Alteza Real por bem (por effeito dos Augustos Sentimentos da Sua Paternal Affeição pelos seus fiéis Vassallos) mandar estabelecer nas Capitaes dos Governos e Capitanias dos Seus Domínios Ultramarinos Juntas, para resolver aquelles Negocios que antes se expedião pelo recurso à Meza do Desembargo do Paço, em grande detrimento das Partes, pelas demoras, nocivas delongas e pezadas despezas que os Vassallos de VAR experimentavão. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 23 de Setembro de 1811. 4pp. Muito boa encadernação moderna, lombada em couro em muito bom estado, assim como o texto. Importante medida para descentralizar a administração e distribuição das Justiças.

55. 1812. Alvará com força de Lei, pelo qual, Vossa Alteza Real, querendo auxiliar efficazmente o Banco do Brasil, e promover o concurso de novos Accionistas particulares, segurando-lhes vantajozos lucros... He servido estabelecer os impostos no mesmo declarados. Lisboa, Off. De Joaquim Rodrigues Dandrade, 1817. Interessante alvará re-impresso em Lisboa, 5 anos após sua edição no Rio de Janeiro. Incentivos a novos clientes para o Banco do Brasil.

 

Economia, Leis de Terras & Moeda

56. 1796. Alvará de regulamento das Sesmarias. Alvará em que Vossa Magestade, reprovando e corrigindo os abusos, irregularidades e desordens a que tem dado causa a falta de Regimento das Sesmarias do Estado do Brazil, o determina. Lisboa, na Off. de Antonio Rodrigues Galhardo, 26 de Setembro de 1796. 22pp, 30x20cm, Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele , texto com algumas manchas nas margens da últimas pp, e mínimos picos de traça na parte superior sem afetar o texto. Medida tomada por D. João ainda como Príncipe Regente com chancela do Conde de Rezende.

57. 1800. Alvará Régio. Carta Régia ao Vice Rey do Brasil D. Fernando José de Portugal e Castro, determinado medidas rigorosas para o controle da dívida interna flutuante e incerta do País... Lisboa, 24 de Outubro de 1800. Registrado. 3 pp.n/n. 29x19cm. Muito boa encadernação portuguesa inteira em pele, texto em muito bom estado. Algumas das providências desta Carta Régia são recomendáveis ainda hoje: “Em primeiro lugar convocareis uma Junta para examinar todos os documentos que contestem semelhantes dívidas... Em segundo lugar depois de feito esse muito importante exame e que deve ser o mais rigoroso... aplicar juros que não excedam 1% ou 2% para dar tempo aos particulares, que vão fazendo empregos úteis... Em terceiro lugar: Ordeno-vos que para o futuro jamais permitais que (a dívida) flutue incerta e vagamente e nem por Portarias mandeis fazer despezas, por urgentes que possão ser, sem logo dardes partes na Junta...”. É a primeira tentativa de reduzir a dívida interna do Brasil, já preocupante á época e até hoje... RARO e Importante Documento.

58. 1803. Alvará com Força de Lei pelo qual Vossa Alteza Real, considerando a decadência em que se acham as Minas de Ouros e Diamantes no Brazil, querendo melhorar e regular a forma atual de organização e administração, há por bem abolir a circulação do ouro em pó em todas as Capitanias, transferir para Minas Gerais a Casa da Moeda do Rio de Janeiro; para Goiás a da cidade da Bahia;... reduzindo o real direito do Quinto ao Décimo, descontando e mandando dividir os terrenos dos Distritos Diamantinos; criando uma Junta Administrativa de Mineração e Moedagem assim como o Intendente Geral das Minas na Capitania de Minas Gerais. Lisboa, Regia Officina Typografica, 1803. 29x20cm.,38p. +quadro das tarifas, com a chancela de D. Rodrigo de Souza Coutinho. Exemplar em muito bom estado, algumas manchas sem prejudicar o texto, muito boa encadernação moderna inteira em pelica em excelente estado. Este Alvará determinou mudanças radicais na administração das minas de ouro e diamantes visando evitar o processo de decadência já em andamento. Foi transferida a “Casa da Moeda do Rio de Janeiro” para Minas Gerais e a “Casa da Moeda da Bahia” para Goiás; foi proibido o uso de ouro em pó como moeda estabelecendo severas penas para os infratores; foram estabelecidos novos centros para a troca do ouro e diamantes e reduziram-se os impostos sobre a mineração de 20% para 10%”.

59. 1807. Alvará de Isenção de Penhora para os Engenhos Paulistas. Lisboa, Impressão Régia, 6 de Agosto de 1807. 6pp. Excelente encadernação moderna em excelente estado, texto com amplas margens, pequenas marcas, pequeníssima perda ao alto da margem superior longe do texto. O Príncipe Regente concede privilégios aos proprietários de lavouras e engenhos de açúcar, da província de São Paulo, semelhantes aos incentivos já concedidos aos proprietários de lavouras de açúcar do Rio de Janeiro.

60. 1808. Decreto permitindo a concessão de sesmarias pelos Governadores e Capitães Gerais. Rio de Janeiro, Na Impressão Régia, 22 de junho de 1808. 1p. Boa encadernação, lombada em couro em excelente estado, assim como o texto. Incentivo à povoação das capitanias, agilizando e assegurando o direito de propriedade.

61. 1808. Alvará com força de Lei pelo qual Vossa Alteza Real Há por bem ordenar que na Capitania de Minas Geraes só possão circular os Pezos Hespanhoes depois de marcados com o Cunho das Reaes Armas, e dar outras providencias relativas ao troco do Ouro em Pó. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 11 de novembro de 1808. Encadernado juntamente com os 15 artigos do Regulamento Provisional para o troco do Ouro em Pó na Capitania de Minas Geraes, 8pp ao todo, muito boa encadernação moderna inteira em couro, lombada com nervuras, em excelente estado, assim como o texto.

62. 1809. Demarcação de Sesmarias. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real há por bem ordenar, que se não passem Cartas de Concessão, ou Confirmação de Sesmarias, sem preceder Medição, e Demarcação Judicial; e estabelece a forma da nomeação dos Juízes das Sesmarias, e os Salários que eles e mais Officiais devem vencer. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 3 de fevereiro de 1809. 6pp, muito boa encadernação moderna inteira em pele, com nervuras na lombada, em excelente estado, por todo o texto há manchas de acidez sem prejudicar a leitura.

63. 1809. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real há por bem ordenar que em todo o Brazil se iguale o valor das moedas de prata e cobre, que forem do mesmo pezo e tamanho. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 22 de abril de 1809. 3pp, 30x20cm. Encadernado lombada em couro, em excelente estado, texto em bom estado, alguma mancha na margem sem prejudicar a leitura. Medida destinada a facilitar o troco e as transações comerciais.

64. 1809. Alvará de Imposto do Selo sobre Heranças. Alvará com força de Lei, pelo qual Vossa Alteza Real he servido ampliar o disposto no Alvará de 24 de Janeiro de 1804, e sujeitar ao Sello as quitações dos herdeiros e legatários, que não forem descendentes ou ascendentes. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 19 de junho de 1809. 7pp, Muito boa encadernação, lombada em couro, em excelente estado, assim como o texto, poucas manchas na margem inferior. Rara medida tributária tentando coibir a concentração de riquezas em mãos das famílias dominantes. Vendido

65. 1810. Alvará de criação da Mesa de Despachos Marítimos. Alvará pelo qual Vossa Alteza Real há por bem crear uma Meza de Despacho Marítimo e remover os obstáculos que se opunham ao progresso e aumento do Commercio e navegação mercantil. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 3 de fevereiro de 1810. 8p. com tabela de emolumentos. Boa encadernação, lombada em couro em excelente estado, texto com manchas no c/i/d da margem sem afetar a leitura. Importante medida de controle e arrecadação de entrada e saída de gêneros no país. (alfândega).

66. 1816. Carta Régia ao Governador de Minas Geraes para conservar aberta a estrada até o Rio Itapemerim da Capitania do Espírito Santo e as diversas estradas pelo sertão que separam a Capitania de Minas Geraes da Capitania do Espírito Santo, “aproveitando-se ao mesmo tempo as riquezas que nelles se devem esperar com toda probabilidade encontrar, pella sua semelhança com outros terrenos auríferos da Capitania de Minas Geraes”. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 1816, 4pp. Muito boa encadernação moderna inteira em couro em excelente estado salvo a lombada com leve desgaste. Vendido

 

Gravuras originais

67. GRAVURA. 1 (uma) avulsa, da obra “Reise nach Brasilien in den Jahren 1815 bis 1817 von Maximilian Prinz zu Wied-Neuwied”, Frankfurt a.M. , 1820, edição impressa em “Imperial paper”. B. de Moraes, vol II, p.544, diz ainda: “que ao aparecer a obra, exemplares completos foram vendidos por 100 francos, uma soma extravagante para a época”. “Kirche zu Sta Cruz”, (nº8), J.P.Veith in Dresden, 38,5x53cm. Gravura limpa e planificada; leves marcas de restauro nas margens. Gravura já protegida por “Passepartout” e em excelente estado. Esta é a igreja junto ao Palácio Imperial de Santa Cruz.

68. GRAVURA. 1 (uma) avulsa, “Rio, from de Glória Hill”, da obra, “Journal of a Residence in Chile, during the Year 1822. And a Voyage from Chile to Brazil in 1823”. London, Longman, Hurst, Rees, Orme, Brown, and Green, Paternoster-Row; and John Murray, Albemarle Street. 1824. Maria Graham visitou o Brasil por três vezes; foi governanta da Princesa D. Maria da Gloria, futura Rainha D. Maria II de Portugal. A autora foi não só uma escritora de talento , mas também uma artista de excepcional qualidade. Os desenhos das gravuras que ilustram a obra são de sua autoria. Gravura necessitando higienização.

69. GRAVURA. 1 (uma) avulsa, “San Cristovan”, da obra. “Journal of a Residence in Chile, during the Year 1822. And a Voyage from Chile to Brazil in 1823”. London, Longman, Hurst, Rees, Orme, Brown, and Green, Paternoster-Row; and John Murray, Albemarle Street. 1824. Maria Graham visitou o Brasil por três vezes; foi governanta da Princesa D. Maria da Gloria, futura Rainha D. Maria II de Portugal. A autora foi não só uma escritora de talento mas, também, uma artista de excepcional qualidade. Os desenhos das gravuras que ilustram a obra são de sua autoria. Gravura necessitando higienização.

70. GRAVURA.J.B. DEBRET. No. 79, ”Nègres marchands de fleurs” da importante edição “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, J.B. Debret, Castro Maya, Paris, 1954, folio, 45x26cm, emoldurada. Esta é uma das gravuras originais provenientes de desenhos não publicados na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834. As chapas matrizes dessa edição especial foram destruídas. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido na linha d’água as iniciais “C.M. .”. Gravura com sujidades merecendo higienização.

71. GRAVURA.J.B.DEBRET. no. 86 “Scenes de rue a Rio de Janeiro” da importante edição “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, J.B. Debret, Castro Maya, Paris, 1954, folio, 45x26cm, emoldurada. Esta é uma das gravuras originais provenientes de desenhos não publicados na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834. As chapas matrizes dessa edição especial foram destruídas. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido na linha d’água as iniciais “C.M.”. .”. Gravura com sujidades merecendo higienização.

72. GRAVURA. J.B. DEBRET. “Vue du Chateau Impérial de Sta. Crux” e “Inscription du Rocher dos Arvoredos”, nº 33, da edição Heymman, Paris, em muito bom estado. Estas são gravuras originais provenientes de desenhos não publicados nem na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834, nem na edição Castra Maya, Paris, 1954. São reproduções de inéditos, propriedade da casa Heymann, Paris. 55x36cm. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido nas linhas d’água as iniciais “J.B. Debret”.Muito bom estado.

73. GRAVURA. J.B. DEBRET. Planta da Cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro. Da edição Heymman, Paris, em muito bom estado. Estas são gravuras originais provenientes de desenhos não publicados nem na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834, nem na edição Castra Maya, Paris, 1954. São reproduções de inéditos, propriedade da casa Heymann, Paris. 36x55cm. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido na linha d’água as iniciais “J.B. Debret”.Gravura em muito bom estado.

74. GRAVURA. J.B. DEBRET. “Quete Nommée la Folie de L’Empereur du St Esprit” e “Drapeau et Pavillon Brasiliens”, nº 29 da edição Heymman, Paris, em muito bom estado. Estas são gravuras originais provenientes de desenhos não publicados nem na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834, nem na edição Castra Maya, Paris, 1954. São reproduções de inéditos, propriedade da casa Heymann, Paris. 55x36cm. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido na linha d’água as iniciais “J.B. Debret”.Muito bom estado.

75. GRAVURA. J.B. DEBRET. “Carte du Brésil”, da edição Heymman, Paris, em muito bom estado. Estas são gravuras originais provenientes de desenhos não publicados nem na edição, “Firmin Didot”, Paris, 1834, nem na edição Castra Maya, Paris, 1954. São reproduções de inéditos, propriedade da casa Heymann, Paris. 55x36cm. O papel, feito especialmente para essa edição, tem inserido na linha d’água as iniciais “J.B. Debret”.

 

Índios e Negros

76. 1808. Incentivo ao Tráfico de Escravos na Bahia. Carta Régia ao Conde da Ponte, Governador e Capitão General da Capitania da Bahia, isentando os Navios empregados no Commercio da Escravatura da Costa da Mina da obrigação, em que até agora se achavão, de fazerem escala pelas Ilhas do Príncipe e São Thomé, evitando assim dispendioza demora das embarcações pelas calmarias e correntes contrárias e a perda de escravos atacados... Impressão Régia do Rio de Janeiro, 13 de abril de 1808. 2pp. Boa encadernação lombada em couro,texto com manchas no ci/d. RARA, como todas as 1as. Impressões da Imprensa Régia do Rio de Janeiro.

77. 1808. Carta Régia para a conquista e Civilização dos Índios e navegação do Rio Doce. Rio de Janeiro, na Impressão Régia, 2 de Dezembro de 1808. 7pp, Muito boa encadernação moderna inteira em couro, lombada com 5 nervuras em excelente estado, assim como o texto.

78. Manuscrito. (Escravos). Traslado em Publica forma. Petição dirigida a D. João, Príncipe Regente, datada de Lisboa 22 de dezembro 1808. Documento com 4 folhas (8 páginas), em papel azul de linha d’água manuscritas f. e v. medindo 29x20,5cm., em excelente estado de conservação. A pedido de José Antonio Pereira “que havendo manejado em 35 annos hum vasto Commercio nas quatro partes do mundo promovendo nas Colonias a abundante introducção de escravatura... fazendo um Fundo na sua Casa de 180 contos de reis... empregados em escravos que existiam no Maranhão, no Rio de Janeiro,... e em Calhau de Lima, e estando com dificuldades, requereu uma Moratória que lhe foi concedida pela Real Junta do Commercio Agricultura Fábricas e Navegação destes Reinos... atendendo a importância deste patrimônio... e que ele é fructo legitimo da Indústria e actividade do suplicante... etc etc.”. Assinado: Francisco de Souza Pinto, Ministro do Tribunal. Registrado na Chancelaria do Reino e pelo Tabelião Euzébio José Pereira de Carvalho e Aguiar. Documento manuscrito em 4 pp. em excelente estado, documentando a importância comercial e creditícia do tráfico negreiro entre Portugal e Brasil.

79. 1815. Convenção entre os muito altos e poderosos senhores o Príncipe Regente de Portugal e El Rei do Reino Unido... para terminar as questões e indemnizar as perdas no tráfico de escravos. Viena, 21 de Janeiro de 1815, com ratificação. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 7pp. Texto em duas colunas, inglês-português, com spots of foxing. Excelente encadernação inteira em “chagrin” marinho com as armas de Portugal na capa. Lombada com leves marcas de uso. A Inglaterra dispunha-se a formar um fundo de trezentas mil libras esterlinas para indenizar os mercadores de negros.

80. 1817. Convenção Adicional Portugal - Inglaterra sobre Tráfico de Escravos... entre El-Rei do Reino Unido Portugal, Brazil e Algarves e El-Rei do Reino Grande Bretanha e Irlanda. Londres, 28 de Julho de 1817, com as ratificações. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1817, 23pp. 30x20cm. Muito boa encadernação moderna, com as armas de Portugal na capa. Introdução, texto em duas colunas português-inglês. Muito bom estado. Contém 25 artigos e mais um, em separado, ratificados por ambas as Cortes em setembro de 1817. Esta Convenção Adicional ao Tratado de 1815 não é mencionada por Innocencio, nem por Borba de Moraes. MUITO RARO. Vendido

 

Mercês Reais, Militaria & Nobreza

81. 1789. Dona Maria I. Carta de Instituição, Declaração, e Direcção constitucional, pela qual Vossa Magestade [a Rainha Dona Maria] há por bem declarar, dirigir e regular o Estabelecimento da Casa, e Estado do Infantado, na conformidade das Leis constitucionaes. “O Príncipe Dom João, Meu Filho, há de reter, e conservar a Administração da Casa do Infantado, em que succedeu como Infante, e devolvendo-se-lhe a Successão da Coroa, há de passar a Casa para o Infante seu Filho segundo, que Deus há de ser servido dar-lhe, quando chegar à idade legal de poder administrar...” Com a morte do Príncipe do Brasil, Dom José, seu irmão, passou a D. João a sucessão na Coroa de Portugal e suas colônias. Documento da maior importância, relativo ao Príncipe D. João, posteriormente Rei D. João VI. Lisboa, 24 de junho de 1789, na Off. de Antonio Rodrigues Galhardo. Excelente encadernação moderna em excelente estado, com nervuras na lombada, assim como o texto. É a investidura do Príncipe D. João como herdeiro do trono de Portugal e Colônias pela morte de seu irmão D.José. RARO.

82. 1810. Relação dos Despachos publicados na Corte, pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, e da Guerra em 24 de junho de 1810. Lisboa, na Off. de Joaquim Rodrigues D’Andrade, 24 de junho de 1810. 4pp, encadernação moderna, inteira em couro, lombada com nervuras, em excelente estado assim como o texto. Relação de promoções no Exército do Brasil.

83. 1810. Relação dos despachos publicados na Corte no dia dos Felices Annos do Sereníssimo Senhor Príncipe da Beira. Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 1810. Portada com as armas de Portugal. Excelente encadernação moderna inteira em pele, em excelente estado, assim como o texto. Entre os beneficiários dos despachos, encontram-se José Joaquim de Lima e Silva, Manoel Pinto Coelho, Manoel José Batista Filgueiras e Joaquim José Nabuco.

84. 1815. Relação dos despachos publicados na Côrte, pela Secretaria de Estado dos Negócios do Brazil no faustíssimo dia 17 de Dezembro de 1815, Anniversario de Sua Magestade a RAINHA Nossa Senhora. Lisboa, Impressão Régia, 1816.15pp, texto em duas colunas, em excelente estado, assim como a excelente encadernação moderna. Nomeações, títulos, Gran-Cruzes da Ordem da Torre da Espada, Comendadores e Cavaleiros das Ordens de Christo, São Bento de Assis e da Torre e Espada. Centenas de nomeações no Exercito do Brazil e mais nomeações e mercês para Índia, Macau, Angola e Moçambique. São as últimas nomeações de D. João como Príncipe Regente.

85. 1818. Alvará Régio concedendo ao Senado da Cãmara dos Vereadores do Rio de Janeiro o tratamento de Senhoria. 13 de março de 1818. Off.de J.F.M. de Campos., 1pp., excelente encadernação moderna dita ½ inglesa, em excelente estado assim como o texto.

86. 1819. Estatutos da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 20 de Setembro de 1819. 6pp e + 1p de gravuras das comendas, 30x20cm. 1819. A Ordem foi criada no Rio de Janeiro por ocasião da Aclamação de D. João VI, tornando-se a única Ordem de Cavalaria Européia a ser criada nas Américas. Junto o Decreto de criação da Ordem. Encadernação, texto e gravuras em muito bom estado.

 

87. 1821. Relação Circunstanciada da Entrada de sua Magestade na Cidade de Lisboa no dia 4 de julho de 1821 feita debaixo das ordens do Senado da Câmara, e as despesas do Cofre da Cidade, segundo regulamento do Senhor Rei D. Manoel de 1502. Lisboa, na Regia Typ. Silviana, 4 de Julho de 1821. 4pp, n/n, 30x20cm. excelente encadernação moderna, lombada com 5 nervuras, em excelente estado, assim como o texto com amplas margens. Documento da maior importância. Descreve as cerimônias da chegada do Príncipe e sua família à Lisboa, encerrando assim o período de sua profícua estada no Brasil ainda que levando as reservas em ouro do Banco do Brasil...

88. 1826. Relação das Solemnidades Praticadas com Sentimento Público... pela Cidade do Porto na occasião da lamentada morte... de D. João Sexto, Imperador do Brasil, e Rei de Portugal e dos Algarves... Porto, 1826, 19x15 cm., 24pp., encadernação em excelente estado, assim como o texto. A Relação descreve nos mínimos detalhes a ordem das autoridades no cortejo, a escolta, as vestimentas “lucto rigoroso”, “as colunas ao longo da igreja forradas de baetas pretas...”.

 

Livros em edições “princeps”

89. ASSUMPÇÃO BRANDÃO, MATTHEUS. Elogio Necrológico do Imperador e Rei o Senhor D. João VI. Recitado na Academia Real das Sciencias de Lisboa aos 10 de setembro de 1826 pelo Doutor... Lisboa, na Typ da mesma Academia, 1828. 39pp, Excelente encadernação moderna em excelente estado, texto em bom estado; algumas manchas nas primeiras e últimas pp não afetando a leitura.B.M. vol I p.

90. BIANCARDI, THEODORO JOSÉ. Cartas Americanas, publicadas por... Lisboa, Imprenssa de Alcobia, 1820. ii, +191p.,+ errata. Muito boa encadernação moderna assim como o texto em muito bom estado, salvo, algumas anotações a lápis e margens da p. 126 a 132 do exemplar. Borba de Moraes, vol I p. 105/10 6. Escapou a Rodrigues e a R. Bosch. A obra descreve com rigor o embarque da Família Real de Lisboa para o Brasil entre outras observações sobre eventos da época. Transcreve textos referentes à invasão de Napoleão em Portugal. Na correspondência fantasiosa, entre Plácido e Venâncio, verifica-se que o autor temia o fim da Dinastia Bragança em Portugal. R. Ramer diz: “Esta segunda edição apareceu em Portugal em 1809, e é a re-impressão, página por página da 1ª edição. Baseando-se nas Cartas Persas de Montesquieu, e redigidas no formato de uma troca de cartas entre amantes separados por suas famílias, este trabalho incluí longos debates acerca dos mais variados temas, a citar: Se as artes e ciências seriam prejudiciais à moral e aos costumes; Lisboa e os costumes da Corte; riqueza; as virtudes das mulheres de Lisboa versus às provincianas; a opressão do povo pelos Governantes; escravidão; jogo; os malefícios do teatro Lisboeta; a pobreza fora da cidade de Lisboa e, ainda, a infelicidade de parte das mulheres e uma comparação entre os sexos. Parte substancial do livro, próximo ao final (pgs. 126 / 178), trata da Guerra Peninsular e da ocupação de Portugal, inclusive decretos franceses contra o comércio entre França e Inglaterra, contra a pesca e comentários Sebastianistas. Esta é a historicamente importante parte do relato desta obra”. B.de Moraes vol.I, p.105-6. Innocêncio VII, 308, 462; XIX, 249. Ayres de Magalhães Sepúlveda, Dicionário bibliográfico da Guerra Peninsular I, 114: citing only the 1809 edition. Not in Palha, Bosch, Rodrigues. Azevedo-Samodães 396. Not in Ameal or Avila-Perez.

91. Carta vinda da América a Hespanha na qual se referem importantes acontecimentos. Cumanã, 10 de agosto de 1808. Lisboa, Impressão Régia, 1808, 8 pp, 20x14,5cm, enc. Moderna. Relato da não aceitação pelos governos de Cadiz, Trinidad, Caracas, e Havana do domínio dos enviados de Napoleão, cujo poder era contestado por avisos mandados por Cochrane e pela Junta de Sevilha. Encadernação em excelente estado, assim como o texto. B.Moraes vol.I p. Vendido

92.  POR HUM AMIGO DA UNIÃO, E DA JUSTIÇA (B.T.C.A.C.). (Bernard Teixeira Coutinho Álvares de Carvalho). Observações sobre o voto, que Domingos Alves Branco Moniz Barreto, como eleitor da Parochia do Sacramento da Corte do Rio de Janeiro apresentou no Dia 25 de Dezembro de 1821 na... Lisboa, 1822, na Typ. de Simão Thaddeo Ferreira, 65p. 17,5x13cm., excelente encadernação moderna ½ inglesa em excelente estado assim como o texto. Importante folheto a favor da Independência e refutando argumentos a favor de Portugal;  entre as observações o autor transcreve “Reflexões sobre a necessidade de promover a União...”, obra vendida pelo SEBO FINO para a John Carter Brown Library, com declaração manuscrita do autor. PRIMEIRA E ÚNICA EDIÇÃO desta obra que ataca o voto de Alves Branco.  Diz o autor: “Esta União é contraria ao pacto Social da Nação Portugueza, e aos Direitos, e Liberdade das Províncias do Brasil”. Álvares de Carvalho foi Presidente do Tribunal que julgou com austeridade os Réus da Revolta de 1817, em Pernambuco. O voto de Domingos Alves Branco está transcrito nas folhas 5/18. Borba de Moraes vol.II, p.624. Rodrigues 1793. Escapou a Blake e a Innocêncio.

93. CONSTANCIO, FRANCISCO SOLANO. Remontrances des Negocians du Brésil, contre les insultes faites au pavillon portugais... traduites du portuguais et de l’anglais , par ... Chez Madame Goullet, Paris, 1814, 20,5x12cm., xii, +80p., excelente encadernação moderna em pleno couro com ferros em ouro nas capas e rodas nas contra-capas, assinada E. Berger. Texto limpo e desacidificado em muito bom estado, mas com marcas das antigas manchas, papel flexível e encorpado. B. de Moraes vol.I p.200, e Rodrigues 724 “RARO”. R. Ramer: “First Edition, relating with indignation the British seizure of Portuguese ships involved in the slave trade. The 1810 Anglo-Portuguese treaty forbidding such trade had allowed a grace period, which had not yet expired. Constancio's introduction summarizes abolition efforts among the European powers, emphasizing that the British have had time to adjust to the end of the slave trade (although even they have not abolished slavery altogether), but that other nations might lose their colonies if they have to end slavery immediately. The documents Constancio translates were originally published in the “Investigador Portuguez” in London, were translated (poorly) into English, and are here translated to French directly from Portuguese. Two letters from the merchants of Bahia to the Prince Regent complain of illegal British seizures of ships, with a list of pretexts for the seizures, e.g., that although a ship flew the Portuguese flag, it might not be of Portuguese construction and thus not allowed to transport slaves”.

94. COSTA E SILVA, JOSÉ MARIA. A Rebellião Debellada: Elogio Dramatico: que a sua Magestade Fidelissima El Rei D.João VI Nosso Senhor offerecida e dedicada e consagrada a Sociedade do Theatro Portuguez da Rua dos Condes para solemnizar... no dia 3 de Julho de 1823, o Faustíssimo Anniversário da chagada de Sua Magestade, e Real Família ao porto de Lisboa.... por... Lisboa, Typ. de Bulhões,c/ Licença,1823. 19,5x16,5cm. 22p. “gilt edges”. Delicada encadernação de em veludo de seda amarelo em bom estado, texto em excelente estado. B. de Moraes vol I p.

95. DENIS, FERDINAND. Resumée de l’histoire du Brésil et de la Guyane... Paris, 1825, Lecointe et Durey, 1825. xii, +343p., + »tableau de la population existante au Brésil, de 1816 à 1819 », 1p.n/n., 14x9cm. B. de Moraes, vol. I, p.25: “é a 1ª. tiragem da PRIMEIRA EDIÇÃO”, da valiosa e “searched”, obra do período clássico da brasiliana. Muito boa encadernação em muito bom estado, com as capas da brochura; texto levemente acidificado. R. Ramer oferece por US$ 1.200 exemplar semelhante desta obra.

96. DRUMMOND, IGNÁCIO JOSÉ CORRÊA. Sonetos em Applauzo ao Feliz Sucesso da completa Regeneração da Nação Portugueza, executado na Praça do Rocio da Côrte e Cidade do Rio de Janeiro em 26 de Fevereiro de 1821. Composto por... Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1821. 20x12cm 11pp. Muito boa encadernação moderna e texto em muito bom estado; versos de um português submisso às Cortes e que foi deportado do Brasil por conta de sua atuação contrária a Independência. Obra da fase clássica da Brasiliana da Imprensa Régia do Rio de Janeiro. Outro exemplar foi adquirido pelo Museu Imperial em 2003. B.de Moraes vol.I p. 270 cita somente a continuação desse Soneto, de Lisboa. Valle Cabral, 848 cita corretamente essa rara obra.

97. FACA, ZACARIAS ALVES. Academia das Mulheres ou o Liberalismo Combatido pela Fraqueza deste Sexo. Coimbra, 1823. 19x14cm, 122pp + index. Encadernação de época com marcas de uso, texto em muito bom estado salvo mancha na p.98. Texto em que refuta a constituição portuguesa decretada pelas Côrtes no ano de 1822, dedicado a Sua Majestade a Rainha dos Reinos Unidos D. Carlota Joaquina. Este texto é uma argumentação contra a constituição de 1827, portanto contra o Liberalismo. Opúsculo em que se refuta a Constituição das Cortes Portuguesas de 1822, mostrando-se, com “provas evidentes” que ela é o resultado de uma “Conspiração dos Pedreiros-Livres”. Texto anti-liberal e anti-maçônico, onde os assuntos políticos são tratados de modo velado, para evitar a censura existente. Obra pouco conhecida da fase clássica da brasiliana.

98. FERREIRA E SOUZA, BERNARDO AVELLINO. Relação dos Festejos que a Feliz Acclamação do Senhor D. João Sexto, Rei do Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves, no Faustíssimo dia 6 de Fevereiro... com Respeito Votaram os Habitantes do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, na Typographia Real, 1818. Seguida das Poesias. 52 pp. + erratas. Encadernação modesta, em bom estado, texto em muito bom estado. EXTREMELY RARE.

99. HUM, ANONYMO. Observador Portuguez Histórico e Político de Lisboa. Lisboa, 1824, Typ. de J. F. M. de Campos, c/ licença, 2ª edição, 527p., +errata. 21x14,5cm. Innocencio, vol 6, p. 349. Muito boa encadernação moderna em excelente estado, texto em papel claro e encorpado em muito bom estado, furos de traça no texto das p. 255/278, e uma mancha nas margens das p. 177/180. “Todos os editaes, Ordem Publicas e Particulares, Decretos, Sucessos Fataes e Desconhecidos nas Historias do Mundo; Todas as Batalhas, Roubos e Usurpação até o dia 15 de Setembro de 1808, em que Forão expulsos e depois de Batidos os Franceses”. Relato diário da ocupação pelas tropas francesas e da sua expulsão pelo Comandante Wellington com proclamações, ordens do dia, contribuições, seqüestros de propriedades, correspondência diplomática, entre outras fontes documentais. Innocencio declara argumentando que nunca houve 2ª edição, que esta é a primeira edição. Transcrição de documentos oficiais sobre a invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão até o relato da expulsão dos franceses.

100. HUM PORTUGUEZ. Defeza dos Direitos Nacionaes e Reaes da Monarquia Portugueza. Demonstração Analítica dos bárbaros, e inauditos procedimentos adoptados como meios de justiça pelo imperador dos francezes para as usurpação do throno da sereníssima e augustissima Casa de Bragança, e da Real Coroa de Portugal. Lisboa, na Impressão Regia, 1810. Encadernação de época em couro, com marcas de uso na lombada, texto em muito bom estado, papel claro e encorpado, caderno de ante-rosto solto. Ante-rosto +rosto +prefácio (40pp) +312pp +índice (5pp) + advertência. Cortes pintados à mão.

101. LIMA LEITÃO, ANTONIO JOSÉ DE. Ode ao Illustríssimo e Excellentissimo Senhor Duque de Wellington e da Victória. Paris, na Imprensa de Gillé, 1814. 26x21cm. 15pp. Muito boa encadernação moderna em muito bom estado, texto com margens excepcionais, porém com marcas de dobras anteriores nos cadernos sem prejudicar a leitura. Conforme o título, agradecimento ao Duque pela liberação de Portugal.

102. (J.J.P.Lopes) Reflexões sobre a necessidade de promover a União dos Estados de que consta o Reino Unido de Portugal, Brazil, e Algarve... Lisboa, Off. de Antonio Rodrigues Galhardo , 1822. 106pp. 20X15cm. Encadernação modesta de época em muito bom estado, texto com alguma acidez.

103. MACEDO, IGNACIO JOSÉ DE. Oração Fúnebre Recitada nas Exéquias de D. João VI. Imperador do Brazil, e Rei de Portugal e Algarves, celebradas na Sé do Porto pelo Senado da Câmara. 27 de Abril de 1826 por... Porto, 1826. Encadernação antiga, lombada em couro, assim como o texto, 16pp com margens aparadas, página de rosto em muito bom estado com o emblema das Armas de Portugal na mesmo.

104. MAXIMILIAN, PRINCE OF WIED-NEUWIED. Recueil des Planches coloriées d’Animaux du Brésil, publié par S.A.S. le... Weimar, au Bureau d’Industrie, 1822-1831. 28x24cm, 25/90 gravuras coloridas de animais do Brasil, acompanhadas do frontispício e dos textos. Esta publicação completa, com as 90 gravuras, é de extrema raridade. Estamos oferecendo 25 gravuras acompanhadas do texto e mais a folha de rosto da obra. Texto bilíngüe Alemão-Francês. Conforme B. de Moraes: “As gravuras são: magníficas e muito raras”. Lâminas coloridas. Esta publicação foi editada em fascículos de 6 lâminas e 6 folhas de texto cada. Descrição completa do “set”, ainda que incompleto, com somente 25 gravuras, se solicitada. Preço sob consulta para o conjunto de 25 gravuras mais a p. de rosto. Preço individualizado para compra de gravuras avulsas.

 

105. MESQUITA, LUIZ MANOEL DE. Conta a Sua Magestade o Senhor D. João VI do orgulhoso, despótico, e tiranno procedimento de João Bento de Brito, Coronel, e Commandante Geral da Villa de Cachias. Lisboa, Impressão Liberal, 1822. 1822,17x13cm, .27p. Muito boa encadernação moderna em excelente estado assim como o texto. Primeira e única edição desse raríssimo panfleto sobre os riscos que corre o Brasil Independente. São as lutas políticas e intrigas no Maranhão. Os termos utilizados são enfáticos. B. de Moraes,(19 Vol.II, p.567. A fine copy. 27 pp. FIRST and ONLY EDITION. In the chaos surrounding Brazilian independence, the author, who describes himself as “Tenente Coronel, e Commandante do 2º Regimento de milicias da mesma villa” (Caxias, in Maranhão) describes how his superior there abused his power by meting out punishments not ordained by law. “Como he possivel a Regeneração do Brazil, cuja sorte está entregue a similhantes homens para quem os successos de Portugal de 1821 não merecem mais conceito, nem mais elogios, do que os successos de Pernambuco de 1817, que elles tratão por borracheira!!!” (The author’s impassioned footnotes include no less than 20 exclamation points and 14 indignant question marks on pp. 12-13 alone.). Borba de Moraes (1983) II, 567-8. Not in Innocêncio and not in Rodrigues.

106. MIRANDA, JOSÉ ANTONIO DE. Memória Constitucional e Política sobre o Estado presente de Portugal e do Brasil... Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1821, 91p. +1p. de errata. Boa encadernação antiga usada, texto em muito bom estado salvo reforços antigos na margem interna das últimas páginas e externas das primeiras páginas sem alcançar o texto. Excelentes margens. Opúsculo escrito no período da pré Independência. Recomenda a implementação da agricultura, indústria, transportes e marinha no Brasil, a escolha criteriosa de “Conselheiros”, aconselha a manutenção da união dos Reinos de Portugal e Brasil, e dá como exemplo a união da Inglaterra com sua colônia Norte Americana. Esta obra foi apresentada ao Príncipe D. Pedro por um amigo do autor, recomendando cautela ao Príncipe, por ser a obra “muito liberal e muito constitucional”; D.Pedro tendo replicado: “Pois que cautela! Há alguém mais Constitucional do que eu?”, e mandou imprimir a obra. Miranda, formado em Coimbra, escreveu este livro quando era Ouvidor da Província do Rio Grande do Sul. Innocencio, IV 243; Valle Cabral 770 diz:“Pouco comuns os exemplares”; Rodrigues 1659. Escapou a Borba de Moraes e a R. Bosch. Este é o 2º. Exemplar que o Sebo Fino coloca à venda em 25 anos de existência, podemos afirmar que é RARO. O Autor sustenta idéias liberais, considera desastrada a ocupação de Montevidéo, aconselha a volta de D. João a Portugal, e propõe o fim da escravidão. R. RAMER, cat.7/169, faz interessantes observações sobre a obra. RARO. Vendido.

107. Outro exemplar. MIRANDA, JOSÉ ANTONIO DE. Memória Constitucional e Política sobre o Estado presente de Portugal e do Brasil... Rio de Janeiro, Typ. Nacional, 1821, 91p. +1p. de errata. Muito boa encadernação antiga em bom estado, texto em muito bom estado. Opúsculo escrito no período da pré Independência. Recomenda a implementação da agricultura, indústria, transportes e marinha no Brasil, a escolha criteriosa de “Conselheiros”, aconselha a manutenção da união dos Reinos de Portugal e Brasil, e dá como exemplo a união da Inglaterra com sua colônia Norte Americana. Esta obra foi apresentada ao Príncipe D. Pedro por um amigo do autor, recomendando cautela ao Príncipe, por ser a obra “muito liberal e muito constitucional”; D.Pedro tendo replicado: “Pois que cautela! Há alguém mais Constitucional do que eu?”, e mandou imprimir a obra. Miranda, formado em Coimbra, escreveu este livro quando era Ouvidor da Província do Rio Grande do Sul. Innocencio, IV 243; Valle Cabral 770 diz: “Pouco comuns os exemplares”; Rodrigues 1659. Escapou a Borba de Moraes e a R. Bosch. Este é o 2º. Exemplar que o Sebo Fino coloca à venda em 25 anos de existência, podemos afirmar que é RARO. O Autor sustenta idéias liberais, considera desastrada a ocupação de Montevidéo, aconselha a volta de D. João a Portugal, e propõe o fim da escravidão. R. RAMER, cat.7/169, faz interessantes observações sobre a obra. RARO.

108. MOREIRA, Antonio Jozé. Regras de Desenho para a delineação de Plantas, perfís e perspectivas... pertencentes à architectura militar e civil... para uso da Real Academia de Fortificação, artilheria, e desenho, off. ao Sereníssimo Senhor Dom João, princepe do Brasil, por... Typ. João Antonio da Silva, 1793. 17,5 x 10,5 cm, 237pp. +30 pranchas de gravuras desdobráveis. Excelente encadernação moderna, 1 volume de texto, 1 volume com as gravuras, ambas em excelente estado.

109. Notícia das Funçoens e Festas com que em Madrid se Celebrou o Desposório da Sereníssima Senhora Infanta Dona Carlota Joaquina..., com o Sereníssimo Senhor Infante de Portugal D. João, filho dos Reis Fidelíssimos. Fielmente traduzida do seu original impresso em Madrid para satisfazer ao dezejo dos bons Portuguezes, que se interessão pela gloria da sua Nação. Lisboa, Off. de Domingos Gonsalves, MDCCLXXXV (1785), com licença da Real Meza Censoria. Lisboa, 1785. 23pp. 20x14cm. Muito boa encadernação moderna. Texto levemente acidificado, aparado rente à margem superior. Documento relacionado a D. João e D. Carlota Joaquina os monarcas que aqui aportando, inauguraram o período Monárquico Brasileiro. Descrição minuciosa das cerimônias e gastos das festas de casamento. Descrição das carruagens, cavalos, roupas, decorações, etc.

110. Papers presented to the House of Commons, relating to Portugal. (Earl of St. Vincent’s proceeding to the Tagus.) 22 de fevereiro de 1808. 5pp, Excelente encadernação moderna, lombada em couro com nervuras, texto em excelente estado impresso em papel de trapo de linho claro e encorpado. Cópia de uma ordem de 4 de agosto de 1806 dos Lords Comissários do Almirantado ao Earl of St. Vincent, determinando que sua Senhoria proceda ao Tejo. O texto dirige que “na execução desse importante serviço, é necessário que sua Senhoria mantenha em vista os três seguintes objetivos:..” A primeira alternativa era conceder ajuda bélica com uma Esquadra Britânica no Rio Tejo caso Portugal decidisse reagir à invasão francesa, o que era “contrário às expectativas neste país”. A segunda alternativa era o que efetivamente aconteceu em 1808: “Se o Governo, convencido que a resistência é impraticável, tomar a resolução que, dizem, foi contemplada na última guerra, de retirarem-se com seus Navios, Forças, Lojas etc para o Brasil, o que só pode ser feito com a ajuda da Frota Britânica, sua Senhoria será capaz de cooperar com eles para aquele propósito.” A terceira alternativa dava direções sobre o que fazer caso o governo português não aceitasse as duas primeiras, inclusive usando a “persuasão” para a finalidade concretizada com a saída da Família Real. RARO. VENDIDO

111. PITT, WILLIAM. Plano Sábio Proferido no Parlamento de Inglaterra pelo Ministro de Estado Mr. Pitt, sobre A Continuação da Guerra com a França, e Trasladação do Throno de Portugal para o novo Império do Brasil. Lisboa, Anno 1809, c/ Licença da Meza de Desembargo do Paço. 14 páginas, 22x 16 cm., excelente encadernação moderna ½ inglesa, em excelente estado. Texto do panfleto “uncut”. Alguma sujidade e uma marca de selo retirado ao alto da p. de rosto. Este é o 3º exemplar que o Sebo Fino oferece deste RARO panfleto que passou despercebido a Rodrigues, Innocencio, Borba de Moraes e Bosch. O 1º exemplar, n. 265 do Catálogo “Brasiliana”, 1981, foi adquirido por uma empresa e doado à Universidade de Brasília; o 2º exemplar, item 744 Catalogo SF 1987 foi adquirido pela Livraria Quaritch, Londres. Neste discurso está apresentada a primeira proposta de mudança da capital do Brasil do litoral para o interior, afinal concretizada com Brasília. A Inglaterra pretendia dominar toda a América do Sul por intermédio do Brasil, colônia de seu tradicional aliado, Portugal. No Discurso ao Parlamento o 1º. Ministro Inglês, Sir William Pitt diz textualmente: “Colocado o Throno de Portugal na América, e feito o Tratado exclusivo de Commercio, e por conseqüência dividida a Europa da América, então a Grão Bretanha junta ao seu antigo Alliado augmentará o Império; e sendo este conhecido desde o Isthmo do Panamá até o Estreito de Magalhães, tendo sondado, medido, averiguado por huma e outra parte do perímetro desta grande Peninsula, todas as suas Costas, Ensiadas, Ancoradas, Bancos, Pareceis, Baixos, Portos, Praias, e Rios &c. de sorte que não há hum Cachopo, Pesqueiro ou Desembarcadouro por pequeno ou desprezível que seja, ou que pareça, que não se ache calculado e descripto no Mapa com maior clareza, e precisão Geométrica... No Paiz das Amasonas, nos confins do Paraguay, ou nas visinhanças do lago de Xarife (ou Xaraes), que ehe como a origem do Rio da Prata; em huma palavra no centro da referida Peninsula, se edificará e fundará huma Cidade denominada Nova Lisboa para Corte e assento do Imperador..”. Folheto MUITO RARO. Há uma monografia do historiador Pedro Calmon, assinalando sua insigne raridade.

112. PORTO, MANOEL JOAQUIM DA SILVA. Elogio por occasião do Fausto de Gloriozo successo das armas portuguesas contra os insurgentes de Pernambuco. Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1817, 7pp, 20x12cm, largas margens, pgs. Fechadas, enc. Moderna. Poema congratulatório. Vendido

113. RANGEL, JOSE MAXIMO PINTO DA FONSECA. Templo da Memoria: Poema Genetheliaco na suspirada successão dos Serenissimos Principes o Senhor D. João e a Senhora D. Carlota Joaquina, que lhe offerece... Lisboa, Off. Felippe José de França e Liz, MDCCXCIII (1793), com licença.14pp. 22x15cm. Bela portada com as armas de Portugal, aparada rente à margem direita. Excelente exemplar, texto e encadernação moderna em muito bom estado.

114. RODRIGUES DA COSTA, JOZE DANIEL. Portugal Convalescido pelo prazer que prezentemente disfruta na dezejada, e feliz vinda do Seu Amabilíssimo Monarcha o Sr. D. João VI e da... Lisboa, 1821, c/ licença, Typ. Lacerdina,16p. com falsa p.. de título com vinheta de 3 caravelas estilizadas; p. de título com vinheta de Caravela; + de 16p., 14x10cm., encadernado juntamente com Tizoura da Critica ou Carta do Autor ao seu Amigo da Cidade do Porto. Lisboa, 1821, Typ. Lacerdina, c/ licença, 47p.+ 2 p. n/n manuscritas. Rara publicação deste autor que tem citadas duas outras obras suas em Rodrigues, 767 e 768 ambas como ”raríssimas”. Escapou a B. de Moraes. Valle Cabral , 860, cita outras obras em versos, sem especificar. Folheto em brochura protegido por delicada capa em “chagrin” carmim, com rodas a ouro, com manchas, texto em muito bom estado ainda que aparado de modo impróprio. Papel claro e encorpado texto em muito bom estado. Notas manuscritas ao final em páginas próprias.

115. SILVA PINNA, ANTONIO PROCÓPIO. Oração aos Sereníssimos Príncipes do Brasil, D. João e D. Carlota, nos dias dos annos da Sereníssima Senhora D. Maria Theresa, Princeza da Beira, sua Filha. Lisboa, 1794, na Off. de S. Thadeu Ferreira, com licenças. 118p. Excelente encadernação moderna, em excelente estado. Exemplar “uncut”. Texto com excelentes margens, algumas manchas e poucos picos de traça nas páginas finais (110-118). Rara representação do Príncipe e da Infanta Carlota jovens.

116. SOUSA SEQUEIRA, ANTONIO D’OLIVA. Projecto para o Estabelecimento Político do Reino-Unido de Portugal, Brasil e Algarves, offerecido aos Illustres Legisladores,... Segunda Impressão. Coimbra, na Imprensa da Universidade. 1821. 56p, “in oitavo”, muito boa encadernação moderna, em excelente estado, assim como o texto em excelente estado salvo duas ou três pequenas manchas. Carimbo no verso da folha de rosto da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. 1ª e única edição. Borba de Moraes, Vol. II, p 792/793, descreve em longa colação a importância dessa obra. Cita, inclusive, os estudos de Varnhagen no séc. XIX e Otávio Tarquínio de Souza em 1945. MUITO RARO

117. TRADUCTOR DA CARTILHA DO BOM CIDADÃO. História Del Rei D. João Sexto. Vertida do Francês pelo... Lisboa, 1ª Edição, Typ. Patriótica, 1838. 220pp + erratas, in oitavo. Encadernação de época, defeitos na lombada, merecendo restauração. Ex libris de Luis Pastor de Macedo. Texto em muito bom estado. Obra clássica sobre D. João VI trazendo elementos biográficos importantes. Borba de Moraes, Vol. I, p. 408. RARA.

 

Edições Especiais Século XX

118. BARBOSA RODRIGUES, J. “Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Uma lembrança do 1º Centenário por... Director do mesmo jardim 1808-1908”. .43pp, Álbum medindo 22 x 30cm. Capa original com título e decoração à ouro, necessitando pequenas restaurações; , lombada praticamente inexistente. Impresso em papel “couché”, tanto o texto quanto as gravuras encontram-se em muito bom estado.. A obra contém retratos do Presidente da República, Dr. Affonso Penna , do Ministro da Indústria e Viação, Dr. Miguel Calmon du Pin e Almeida , reproduções das efígies de D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II, e várias vistas de conhecidas imagens do Jardim Botânico há exatos 100 anos.

119. DEBRET. J.B. Quarenta Paisagens Inéditas do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Apresentação de J.F. de Almeida Prado e notas de Newton Carneiro. São Paulo, 1970. exemplar nº316/ 1.000 da edição especial, em muito bom estado. Pranchas soltas, 46,5x32cm., no estojo original em bom estado, c/ as fitas gastas. Reprodução das aquarelas originais inéditas pertencentes ao Conde e Condessa de Bonneval. P. de ½ titulo, +1p. de titulo, +1p. sumário, +notas do editor, +título, + reprodução de gravura do autor, +148p., +1p. justificativa da tiragem +p. de reproduções dos desenhos.

120. ENDER, THOMAS. O Velho Rio de Janeiro através das gravuras de... Texto e legendas Gilberto Ferrez. Texto trilíngüe: Alemão, Inglês, Português. Edições Melhoramentos. São Paulo, s/d. Reprodução das gravuras originais do austríaco Thomas Ender, um dos membros da missão enviada pelos governos da Áustria e da Baviera. Cartonagem original com marcas de uso, especialmente na lombada. Texto em muito bom estado. 43pp mais 169 páginas de reproduções das gravuras em papel “couché”, + índice das ilustrações.

121. FERREZ, MARC. Rio de Janeiro, Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro - Quatro séculos de expansão e evolução. Exemplar nº 575 da edição especial comemorativa ao 4º Centenário de fundação da cidade, 1965, na encadernação original em muito bom estado assim como o texto. Texto de Gilberto Ferrez, . Edição de Raymundo Castro Maya, Candido Guinle de Paula Machado, Fernando Machado Portela e Banco Boavista. Obra magnificamente impressa em Paris. Contém valiosas informações históricas. Copiosamente ilustrada com reproduções iconográficas raras do Rio de Janeiro desde o início de sua colonização.

122. NOBREZA DE PORTUGAL E DO BRASIL. Bibliografia, biografia, cronologia, filatelia, genealogia, heráldica, história, nobiliarquia, numismática. Direcção, coordenação e compilação desta obra por Dr. Afonso Eduardo Martins Zuquete. Lisboa, 1960/61 In-8º gr. 3 vols. de 766/766/766 págs. Edição especial de luxo desta obra indispensável àqueles que estudam a matéria.Texto em excelente estado , Encadernação do editor com lombada gasta. Obras indispensáveis ao estudo da heráldica e nobiliarquia portuguesa e brasileira.

 

MANUSCRITOS IMPERIAIS

123. F.F.P.S.G.M. (Frei Francisco de Paula de Sancta Gertrudes Magna). (Livro manuscrito). “Collecçaõ de várias obras poéticas copiadas por ordem da Sereníssima Princeza Da. Maria Thereza”. “Com grande glória de seu humilde author.”. Rio de Janeiro, 1820. 24X17cm., encadernação frágil, em veludo de seda gasto, com a lombada solta e com a armas de D.João VI em baixo relevo. Exemplar que pertenceu a biblioteca particular do Rei, segundo sua. D. Maria Thereza era a filha preferida de D.João VI. O texto está em muito bom estado apesar de algumas manchas. A página de rosto, está ornamentada com delicada guirlanda de flores aquareladas. Todas as páginas são manuscritas pelo autor que por 3 vezes se assina com suas iniciais. Há algumas páginas em branco intercaladas entre os diferentes assuntos abordados. São aproximadamente 100 páginas, na realidade quase o dobro, pois são manuscritas frente e verso. Os subtítulos são os que seguem: a) “Sonetos”, versos laudatórios à Monarquia Portuguesa e à vitória sobre Napoleão consumada pela não perda do Trono Português em boa hora trasladado ao Brasil. Napoleão é tratado como “filho parido de Lúcifer”. b) “Encômio Poético” Poemas laudatórios a D. Marcos de Noronha, Conde dos Arcos, Governador e Capitão General da Bahia. c) Poemas laudatórios ao Bispo Eleito de Pernambuco, Fr. José da Santa Escolástica.d) “Drama” Representado no teatro da Bahia pelos Faustos Annos do Sereníssimo Senhor D. Pedro de Alcântara Príncipe Real. Neste “Drama” já transparecem anseios libertários ainda que de forma figurada. Ao final aparece “Pedro o Grande” e) Sonetos diversos oferecidos a diversas damas da Sociedade entre elas a Senhora do Conde dos Arcos. f) “Hymno” Feito pela Aclamação do Senhor D.João VI, Nosso Soberano. g) “Canto Poético composto e offerecido ao Sereníssimo Sr. D.Pedro de Alcântara Príncipe Real no fausto dias de seus anos”.h) “Sonetos” e descrições dos funerais e das Capelas do Mosteiro de São Bento nas exéquias da Rainha D.Maria 1ª, em 18 de Julho de 1816. i) Poemas, sonetos diversos, glozas etc... j) “Cântico” posto em música no parto da Princeza Real (D. Leopoldina) k) Sonetos, Quadras, Glozas e outros em mais 36 páginas. Pouco se sabe sobre o autor, citado na p. 24 vol.III do Innocencio que diz, apenas, que o autor é baiano e era monge beneditino. Este manuscrito constou da Exposição e Leilão de Arte da “Casa da Princesa Isabel” em Novembro, 2002. Preço sob consulta

124. Sarzedo, Rev. Padre Manuel da Silva. Livro de Registros da Real Família na Parochia do Real Paço desta Corte (Rio de Janeiro). Manuscrito, 39.x..26cm.., encadernado em veludo de seda carmim, capas soltas, lombada deteriorada. Em ambas as capas está o emblema de D. João VI em baixo relevo e, de acordo com sua ilustre procedência, pertencia à Biblioteca privada do Monarca. Folhas em bom estado, redigidas com tinta ferrogálica, texto legível em todo o manuscrito. Este documento é a copia dos registrandos, no caso, a família Real e posteriormente, família Imperial Brasileira. Os originais pertencem à Capela de N.S. do Monte do Carmo, conforme registro. O manuscrito foi todo numerado, rubricado e anotado, originalmente, pelo Padre Manuel da Silva Sarzedo, Coadjutor do Cônego Cura da Paróquia do Real Paço, por “comissão” expressa para esse fim. Os registros iniciam a 26 de Junho de 1818 e, o último, está datado de 14 de Março de 1908, com transcrição do casamento realizado em Nice, França, de D. Luis com D. Mª das Graças Pia de Bourbon Sicília. Na abertura do livro consta: “Damos comissão ao Rev. Padre Manuel da Silva Sarzedo coadjutor do Ilmo. Cônego Nosso Cura na Paróquia do Real Paço desta corte para, nomear e rubricar sobre si, cada huma das três divisões deste livro com encerramento particular no fim de cada uma dellas, nas quais se deverão lançar, privativamente, os assentos dos Batismos, dos Matrimônios, dos Óbitos das Reais Pessoas da Augusta Família de S. Magestade Fidelíssima. Rio de Janeiro, em 26/06/1818. O Bispo Capelão Mor.”. Neste livro, consta a cópia do registro do óbito da Rainha Dona Maria I, falecida em 1816. A primeira parte do livro de BATISMOS é aberta com a transcrição do registro do sacramento ministrado ao Infante D. Sebastião Gabriel Carlos João... filho de D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança e da Princeza D. Maria Thereza Antonia Carlota... sendo padrinhos D. João como Príncipe Regente, e madrinha, a avó D. Maria I; seguem-se outros batizados como o de D. Maria da Gloria, Princesa da Beira, filha do Príncipe Real D. Pedro de Alcântara e D. Mª Leopoldina Carolina Josefa Francisca, sendo padrinhos D. João VI, já Rei, e D. Carlota Joaquina; segue-se o batismo de Dona Januária, afilhada da irmã D. Maria da Gloria, do Príncipe Real D.Pedro de Alcântara, o futuro D.Pedro II, sendo madrinha D. Mª da Gloria a Princesa da Beira e padrinho, S. Pedro de Alcântara. O último Registro de Batismo datado de 1866 é de D. Pedro Augusto, neto materno de D. Pedro II, assinado pelo Cônego Cura Joaquim de Oliveira Durão. Em 2 de dezembro de 1875 há um segundo registro de Batizado de D. Pedro de Alcântara, (neto), porquanto fora batizado privativamente, anteriormente, em “perigo de vida”. No verso desta que é a ultima página dos registros de Batizados há transcrição do casamento realizado em Nice descrito abaixo. P.10/58, em branco, 2ª parte: MATRIMÔNIOS. Este livro inicia com o matrimônio de D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança, Infante de Hespanha com Maria Tereza Antonia Carlota filha do Príncipe Regente D. João e da Princesa do Brasil D. Carlota Joaquina; registra ainda, entre outros, o casamento do Imperador D. Pedro I com Dona Amélia Augusta Eugenia, registro este que ocupa de p.1 a p.3 deste livro; seguem outros como o da Princesa D. Francisca com o Príncipe de Joinville ministrado pelo Cônego Joaquim Pereira dos Reis; da p.9 a 61 em branco, 3ª. Parte: (e ultima): ÓBITOS inicia com o falecimento de D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança casado com a Dona Maria Tereza Antonia Carlota...; segue com a transcrição do óbito da Rainha Fidelíssima Dona Maria I; registra o da Imperatriz Dona Maria Leopoldina... em 11 de Dezembro de 1826. da p. 4 a 41 em branco, onde há o encerramento com a assinatura do Padre Adjunto Manuel da Silva Serzedo em 22 de Setembro de 1818. Procedência Família Imperial Brasileira. Preço sob consulta

 

EXPOSIÇÃO

Coleção Dr. Oswaldo Biato Jr.

ARAÚJO CARNEIRO, HELIODORO JACINTO DE. Cartas dirigidas a S.M. El-Rey D. João VI. Desde 1817. A cerca do estado de Portugal e Brazil, e outros mais documentos. Londres, Mess. Cox e Baylis, n.d. (1821). Primeira Edição. Livro raro e interessante. Borba de Moraes comenta sobre o autor: “o ano de 1818 o encontrou novamente no Rio de Janeiro, onde logrou ser apontado chargé d’affairs na Suíça, mas nunca pôde viajar a Berna porque seus inimigos, os muitos ministros portugueses em Londres, por várias razões se recusaram a lhe conceder a autorização de viagem. Palmela, como Ministro do Exterior, o dispensou em 1821, e ele caiu em desgraça junto a D. João. Ele mais tarde juntou-se aos seguidores de D. Miguel, que o nomearam Visconde de Condeixa... As opiniões que ele expressou em artigos em periódicos portugueses de Londres e nestas Cartas são aquelas de um liberal sincero e apoiador de uma constituição portuguesa. Ele anteviu muitos eventos políticos e deu ao Príncipe Regente bons conselhos. Ele escreveu a D. João em 1817, recomendando que estabelecesse uma constituição em Portugal para evitar problemas e a independência do Brasil... As Cartas são documentos importantes e interessantes para o estudo de assuntos portugueses em Londres e no Rio de Janeiro antes da revolução Portuguesa e da independência do Brasil. MUITO RARO. 80pp, 14x17,5cm, exemplar com excelente encadernação moderna inteira em chagrin, em excelente estado assim como o texto, exceto por errata manuscrita em tinta ao final do último parágrafo, encontrada em todas os exemplares conhecidos.

1815. CARTA DE LEI. Decreto de Elevação do Brasil a Reino Unido com Portugal e Algarves. Carta de Lei de 16 de Dezembro de 1815. Rio de Janeiro, Impressão Régia do Rio de Janeiro, 4p; 30x20cm; encadernação portuguesa moderna, de luxo, com as armas de Portugal na capa.

1816. CARTA DE LEI. Escudo e Armas do Brasil. Carta de Lei de 13 de maio de 1816. D. João VI, no dia do seu aniversario “incorpora em hum só Escudo Real as Armas de Portugal, Brasil e Algarves, para symbolo da União e identidade dos referidos reinos”. Impressão Régia do Rio de Janeiro, 4p; 1 gravura em cores, encadernação portuguesa moderna, de luxo, com as armas de Portugal nas capas. MUITO RARO encontrar-se esse “set” o que em 25 anos do SEBO FINO só por uma vez conseguimos.

LINGHAM, EDWARD JAMES. Vindiciae Lusitanae, or An Answer to a Pamphlet entitled “The Causes and Consequences of the Late Emigration to the Brazils. 8vo. Half roan, t.e.g., London, Printed for J. Budd, 1808. Not in Rodrigues, Bibliotheca Brasiliense. Uma publicação interessante, na qual o autor veementemente defende a ação do Príncipe Regente de Portugal (depois Rei D. João VI) em emigrar para o Brasil na época da Guerra da Península. 67pp., texto uncut deste extremamente raro panfleto, com encadernação de época meia inglesa e no verso da capa com belo ex libris de Joaquim de Sousa Leão. Este livro custou ao ser impresso em Londres em 1808 a importância de £3 15s o que equivale hoje a aproximadamente... Presentation copy. Relating to Portugal and Brazil and to controversy over the action of the British Government in carrying over the Prince Regent to Brazil. Mentioning the “ill-fated expedition to Buenos Ayres”, and suggesting that our failure in this instance probably resulted in preventing any such further expeditions. MUITO RARO. Já em 1943, há 64 anos, numa reunião de bibliófilos brasileiros em Londres, todos desejosos de possuir esta obra, este exemplar pertencente ao Ministro Joaquim de Sousa Leão foi sorteado entre os presentes, conforme consta das anotações a lápis assinadas pelo próprio Sousa Leão.
MAXIMILIAN, PRINCE OF WIED-NEUWIED. Atlas 51 x 36cm, Paris, Arthur Bertrand, 1822. Com 31 pranchas, muitas coloridas, algumas com duas gravuras em cada. Estas gravuras originais são a reprodução fiel do original alemão de 1821. Muito raro encontrar-se esse Atlas absolutamente completo, como o aqui exibido.

O’NEIL, Lieut. Count. THOMAS, Account of the escape of the Royal Family of Portugal to the Brazils on November 29, 1807; and also the sufferings of the royal fugitives during their Voyage from Lisbon to Rio de Janeiro, ... Londres, J. Barfield, 1810. 89pp, com a List of Subscribers, encabeçada com a Royal Highness the Pricess of Wales, efígie de D. João VI, encadernação modesta em couro, excelente estado, ex libris de Priaulx Library – Guernsey. Extremely rare.

Coleção Dr. Gabriel Lacerda Troianelli

ARTIDÓRO, A. X. PINHEIRO. Organisação das Ordens Honoríficas do Império do Brazil... por... Oficial da Secretaria de Estado dos Negócios do Império. São Paulo, Typ. à vapor de Jorge Stockler & Cia., 1884. 27pp. + 8pp. com 4 planilhas +7p. de gravuras coloridas à mão, representando as 6 Ordens do Império. 21,5x14cm. Encadernação de luxo em couro ”oásis” verde, de luxo, seixas douradas, mantendo a capa original da brochura. Restaurações nas cabeças da p. de rosto, na numeração da p.26 e pequeníssimas, nas margens laterais, onde foi feito reforço. MUITO RARO encontrar-se este folheto completo, em muito bom estado, tanto o texto, quanto as gravuras coloridas, como este exemplar. Escapou aos principais bibliógrafos de Brasiliana:  BORBA DE MORAES, BOSCH, RODRIGUES e BLAKE. Foi vendido em Londres, 1978,  no Catálogo da centenária Casa de Leilões SPINX, especializada no assunto, o último exemplar que se tem notícia, publicamente. Há avaliações deste exemplar da Spinx, Londres e da Sotheby’s, de Genebra. VERY RARE.

Estatutos da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 20 de setembro de 1819. 6pp e + uma de gravuras das comendas, 30x20cm. 1819. Esta Ordem foi criada no Rio de Janeiro por ocasião da Aclamação de D. João VI, tornando-se a única Ordem de Cavalaria Européia a ser criada nas Américas. Exemplar com excelente encadernação inglesa inteira em pele com o brasão de um titular bibliófilo inglês. Encadernado juntamente com o Decreto e as gravuras das comendas da Ordem da Rosa criada por D.Pedro I em 1829. Em separado, uma peça: Comenda no grau de Comendador. Insígnia: placa irradiada sobre a qual estão apostas nove pequenas estrelas brancas, e, encimada por coroa real, estrela branca de nove pontas. Ao centro, medalhão redondo com as letras A e M entrelaçadas, em relevo, circundado por orla azul-ferrete com a legenda "PADROEIRA DO REINO". Fita e banda azul-claro, com orla branca.

BIANCARDI, THEODORO JOSÉ. Cartas Americanas, publicadas por... Lisboa, Imprensa de Alcobia, 1809. ii, +191p.,+ errata.1ª. edição . Encadernação de época inteira em couro em muito bom estado, capa com delicados ferros a ouro, picos de traça nas margens das primeiras páginas, algumas manchas pelo texto sem impedir a compreensão do mesmo. Ex-libris Clado Ribeiro de Lessa. Escapou a Rodrigues e a R. Bosch. Raro como todas as primeiras publicações literárias da Impressão Régia do Rio de Janeiro. A obra descreve com rigor o embarque da Família Real de Lisboa para o Brasil entre outras observações sobre eventos da época. Transcreve textos referentes a invasão de Napoleão em Portugal. Na correspondência fantasiosa, entre Plácido e Venancio, verifica-se que o autor temia o fim da Dinastia Bragança em Portugal. Borba de Moraes vol.I, p.105-6. Innocêncio VII, 308, 462; XIX, 249. Ayres de Magalhães Sepúlveda, Dicionário bibliográfico da Guerra Peninsular I, 114: citing only this 1809 edition. Not in Palha, Bosch, Rodrigues. Azevedo-Samodães 396. Not in Ameal or Avila-Perez. Extremely rare. Até o ano de 2005, a biblioteca da John Carter Brown University, a maior coleção Brasiliana dos Estados Unidos, não possuía essa primeira edição.

COSTA, JOÃO SEVERIANO MACIEL DA. Apologia que dirije a nação portugueza a fim de se justificar das imputações que lhe fazem homens obscuros, as quais derão causa ao decreto de 3 de Junho e a providencia comunicada no aviso de 11 de Julho do corrente ano de 1821. Coimbra, na Imprensa da Universidade, 1821. 32p. Frontispício com as armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. 24x19,5cm. Muito boa encadernação moderna em excelente estado, assim como o texto; excelentes margens. PRIMEIRA EDIÇÃO. Panfleto citado em todas as bibliografias como “RARE” e importante para a história política do Brasil no período da pré-Independência. O autor foi acusado de ser “inimigo da Constituição” “desejando a separação de Portugal e Brasil” e de tentar instaurar o sistema republicano no Brasil. (B. de Moraes vol I p. 221). Rodrigues, “VERY RARE”. Maciel da Costa foi por 10 anos governador da Guiana Francesa e responsável pela introdução no Brasil da cana. Acusado de ter querido fundar no Rio de Janeiro uma Democracia, defende-se nesta Apologia. “Maciel da Costa (1796-1833) a native of Marianna”, was Governor of French Guiana during the period of its occupation by the Portuguese. While holding that position, he was responsible for introducing into various Brasilian provinces nutmeg and other spices, carnations and a type of sugar cane. In the same year that the “Memoria” was published, he was accused of being an enemy of the Constitution, of wanting to establish a republic in Brasil, and of writing a pamphlet: Le Roi et la Famillie Royale de Bragance doivent- ils, dans le cirnconstances presentes, retouner en Portugal ... , Rio 1820, that advised Brazil to separate itself from Portugal. Maciel da Costa countered these charges in This “Apologia”. Maciel da Costa, nativo de Mariana, Minas Gerais, foi mais tarde agraciado com o Título de Marquês de Queluz. “Woodcut Portuguese / Brazilian royal arms on title page. 32 pp. 4¡. FIRST EDITION of “a very interesting document for the study of the ideas that were rampant in Brazil and Portugal before Independence” (B. de Moraes). Blake IV, 47-8. Innocêncio IV, 34; X, 347. Bosch 326. Rodrigues 1495.

GRAHAM, MARIA. Journal of a Residence in Chile, during the Year 1822. And a Voyage from Chile to Brazil in 1823. By Maria Graham. ‘Haply the Seas and Countries different / with variable Objects, shall Dispel / This sometimes settled Matter in his Heart.’ LONDON: Printed for Longman, Hurst, Rees, Orme, Brown, and Green, Paternoster-Row; and John Murray, Albemarle Street. 1824. 8x21cm, vi, +1p n/n, c/ lista das gravuras, +335p., c/ xi gravuras e ix vinhetas, +errata.. Excelente encadernação moderna em couro oasis. O dourador Edemilton Ramos seguiu à risca o último projeto de Ernesto Berger. Texto e gravuras em excelente estado. Exemplar completo. 512p. c/ 14 gravuras hors texte. Obra muito importante que registra o testemunho de uma mulher altamente preparada para reconhecer os importantes fatos históricos de que foi participante. Maria Graham visitou o Brasil por três vezes; foi governanta da Princesa D. Maria do Gloria, futura Rainha D. Maria II de Portugal e amiga de D.Pedro I. A autora foi não só uma escritora de talento mas, também, uma artista de excepcional qualidade; as gravuras que ilustram esse livro são reproduções de seus próprios desenhos. A transcrição de parte da correspondência oficial entre o Príncipe Real D. Pedro e D. João VI, já em Portugal, mostram sua acuidade para análise dos acontecimentos políticos deste conturbado período da historia do Brasil. Obra citada e apreciada por todos os bibliógrafos de Brasiliana. B. de Moraes vol I p. 374, Palau 107 132. Sabin 28 234. R. Bosch 350, P. Berger 131/132.

Le Roi et la Famille Royale doivent-ils Retourner au Portugal? Rio de Janeiro, Impressão Régia, 1820, 17pp, 17x14cm, encadernado. Valle Cabral, p. 182, item 618, nota que o exemplar do Instituto Histórico desaparecera e só conhecia o exemplar manuscrito, pertencente a D. Pedro II. Há uma tradução publicada na Bahia, tipografia da Viúva Serva e Carvalho, de 1821. Trata-se de uma longa argumentação em defesa da permanência de D. João VI e da Corte no Rio de Janeiro. É um documento importante para a história da Independência e extremamente raro, como se constata pela observação de Valle Cabral, e pela monografia do Prof. Hélio Vianna, publicada em separata da Revista do Livro, 1964.A raridade inconteste desta obra pode ser avaliada , também, por apenas 1 exemplar , este ,em 28 anos, ter pertencido ao acervo do Sebo Fino que o vendeu por 2 vezes.

CARTA Patente:  O Príncipe Regente de Portugal e dos Algarves , d'Aquem e D'Alem Mar etc ....faço saber aos que esta minha Carta Patente virem que tendo em conta os merecimentos e mais partes que concernem a Manoel Jorge Rodrigues , Alferes de Infantaria etc etc ..seja promovido a Capitão da 1a. Companhia do Batalhão de  Caçadores .... ordeno a  Guilherme Carr Beresford,  Marechal dos meus Exércitos   que faça cumprir em todo o seu teor.
Assinado : O Príncipe  .Documento  em excelente estado de conservação com todos os Registros e com o Selo Branco em Relevo com as Armas de Portugal à esquerda do Documento.. Datado de Lisboa , 1809.